Bento da Conceição
Bento da Conceição nasceu na localidade de Rio do Meio, município de Camboriú, Santa Catarina, no dia 19 de Fevereiro de 1935. Filho de Gregório José Pedro e Ana Petronilha da Conceição, família modesta de pais religiosos e trabalhadores. Dois anos após o seu nascimento o seu pai foi picado por uma cobra e veio a falecer. Ana P. da Conceição ficou viúva com nove filhos e Bento era o mais novo da família. A Dna. Ana, mãe de Bento, era parteira e muito pobre, quando foi registrar o seu filho, Bento, no cartório não colocaram o sobrenome do falecido pai e sim o sobrenome da mãe, Conceição, em vez de ser Bento Pedro, ficou Bento da Conceição. Ainda muito pequeno, teve meningite, nesta época muitas crianças morriam por causa desta triste doença. Sua mãe o levou ao Pe. Paulo, esse padre possuía um carisma de santidade, com as graças e as bênçãos deste Sacerdote, Bento ficou curado. Foram momentos difíceis na vida, com doenças e muita pobreza. Já com 14 anos de idade, saiu de casa em busca de trabalho, seu sonho era ser um padre ou cantor de música sertaneja. Em 1957 ao sair do exército, foi convidado para trabalhar como radialista, nesta ocasião destacou-se como cantor e acordionista, além do programa de rádio tinha também um conjunto. Em 1960, com 25 anos de idade, casou com a Srª. Ladi Íris da Conceição e tiveram 10 filhos, Alex, Gregório (falecido), Silvana, Ana Maria, José Roberto, João Batista, Maria Aparecida, Kátia, Graziele e Aline. Por ser muito devoto do Pe. João Batista Reus e Nossa Senhora Aparecida, cada filho que nascia, Bento com a família iam a São Leopoldo - RS no Santuário do Pe. João Batista Reus e em Aparecida do Norte, São Paulo para agradecer o presente que Deus lhe mandara.
A conversão de Bento, o chamado de Deus
Em 1972, Bento e seu conjunto iriam tocar numa casa de tolerância, os músicos já tinham entrado no salão, mas Bento ficou na porta, ele foi impedido por uma voz que o chamou, e já pela terceira vez, a voz veio com mais autoridade, dizendo: “Bento vem aqui!”, levado por uma força misteriosa a uns 50 metros daquele lugar e de joelhos diante de um profundo poço suplicou pedindo perdão a Deus, pois eles se apresentariam numa casa de pecados. Então olhou para o lado direito e viu uma luz que vinha do Céu e de dentro dela Jesus falava. Quando olhou para o lado esquerdo, viu o demônio querendo arrastá-lo para dentro de um buraco negro, neste momento gritou: “Não me abandone Senhor Jesus, não me deixe morrer nesta escuridão”, nesse momento desceu do Céu uma chuva sobre a sua cabeça em forma de vento, então viu um mundo diferente, parecia estar suspenso do chão. Do seu lado direito ouviu Jesus dizendo: “Filho, quero que largue tudo o que vens fazendo e vá pregar o Evangelho”, nesse momento Bento disse a Jesus: “Como farei isso Senhor, se nem a Bíblia eu entendo? Por que o Senhor não dá tudo isso aos padres e bispos? Eles é que são conhecedores de tudo isso que o Senhor está me dizendo. Eu só sei cantar e tocar”. Novamente olhou para o lado esquerdo e apavorado gritou bem alto pedindo socorro, porque via uma escuridão que ia para o centro da terra e viu uma grande quantidade de almas perdidas que queriam arrastá-lo para aquele buraco, que era o começo do inferno, ele viu uma quantidade imensa de almas que caiam no inferno por dia. O pecado que mais leva para o inferno é o pecado da carne, o homem que trai a sua esposa ou vice-versa. Bento sempre insiste dizendo nas suas palestras: “O homem que trai a sua esposa ou a esposa que engana o marido, esse pecado é mortal, se não vier a se arrepender enquanto ainda é tempo”. Isso ele viu com os seus olhos, milhares de almas indo para o inferno por causa desse pecado. Nesse momento veio uma água do Céu, uma água invisível para os nossos olhos, mas sentiu no corpo que essa água entrou no centro de sua cabeça e foi lavando por dentro da cabeça até os pés. Bento perguntou qual a igreja que deveria seguir e Jesus lhe respondeu: “A Igreja de Pedro, que é a única verdadeira e nunca vire as costas para Ela, Meu filho, a tua cruz vai ser pesada e tu vais ser muito caluniado e desprezado, mas Eu estarei sempre contigo”. Bento disse Sim a Jesus e até hoje, continua dizendo “Sim Senhor”.
Bento começa a desprender-se das coisas do mundo
Bento então passou a obedecer a Jesus, tudo o que Jesus lhe pedia, ele fazia, largou a música depois de ter gravado três LP’s, esse era o seu maior sonho, ser cantor. Ficou somente com o programa de rádio para poder falar em Deus até chegar a ponto de não suportar, pois o diretor da rádio o perseguia dizendo: “E esse programa...”, disse nome feio, “nesse programa você só fala em Deus, teu programa está um nojo”. Não suportando tanta perseguição pediu sua demissão. Com certeza teria seus direitos ganhos com o acerto dos 25 anos na rádio, mas tudo o que Bento fazia era com permissão de Jesus e nesse dia Jesus lhe disse: “Meu filho perdoe, Eu quero que você perdoe”. E Bento perdoou.
O SOFRIMENTO COM AS DOENÇAS
Bento passou por muitas provações e sofrimentos, muitas doenças como um tumor maligno na língua, que os médicos haviam desenganado dizendo que pela medicina não se podia fazer nada, nem operar, mas Jesus logo o curou. A última doença, a depressão, foi a pior de todas, ficou sete meses sem dormir, a ponto de ir a loucura, sentia várias vezes que bichos de vareja caiam de seu nariz e de sua boca, isso era na imaginação, porque estava chegando ao estado de loucura. Tudo isso que passou, todo esse sofrimento foi para testá-lo, para ver até que ponto ele chegaria ou se desistia da provação, mesmo assim fazia caridade ajudando os pobres e doentes, pois recebeu o dom da cura e milhares de pessoas foram e estão sendo curadas milagrosamente com a imposição de suas mãos e as orações. Certa vez em Joinville SC foi falar com o Bispo, mas foi uma grande decepção e tristeza, pois nem a absolvição dos seus pecados o Bispo lhe concedeu.
Deus manda o Sr. Bento morar em Taquaras e Construir uma Igreja
Jesus mandou que fosse para Taquaras, município de Balneário Camboriú SC dizendo: “Vá e construa uma igreja naquele lugar”, então Bento foi morar em Taquaras juntamente com os seus filhos, em Joinville estavam todos empregados , mas a pedido de Jesus abandonaram os seus empregos e seguiram o seu pai, chegando em Taquaras sem emprego e o Sr. Bento sem salário e sem aposentadoria. Começaram a pedir ajuda para a comunidade e amigos para construir a Igreja, com muito esforço e sacrifício conseguiram construir a Igreja de São Pedro. O carro que tinha era um Caravan depois de terminar a construção da Igreja fundiu o motor e ficou imprestável. Quando a Igreja ficou pronta, veio o Pároco e disse: “Sr. Bento terá que escolher: Ou as mensagens, ou a capela”. Bento mais uma vez é incompreendido e sofreu com isso.
Bento começa a receber mensagens diárias
Em 1992 o Sr. Bento recebe a ASSINATURA DIVINA. Estando em oração debaixo de um pequeno pé de árvore, começa a conversar com Deus “Senhor por que poucos acreditam que é o Senhor que fala comigo nessas mensagens”, nesse instante uma folhinha do pé de árvore começou a girar na sua frente indicando as letras já prontas, então as cortou e formou a palavra DEUS que é a Assinatura de Deus e está em todos os livros “A PALAVRA VIVA DE DEUS”. Em 1994, começou a receber mensagens diárias até Junho de 2001, foram sete anos, Deus usou o braço do Sr. Bento para escrever 2256 mensagens, contidas em 17 volumes, com o título “A PALAVRA VIVA DE DEUS”. Faltando seis meses para o término das mensagens, Deus envia os Seus Anjos à Capela do Sr. Bento, no dia 05/01/2001 os Anjos estamparam a Sagrada Face de Jesus, assim selando os 17 volumes de “A PALAVRA VIVA DE DEUS” e para mostrar que o Santo Sudário é verdadeiro, este fenômeno foi comprovado por um especialista, o Dr. José Humberto Cardoso Rezende, presidente da Associação do Santo Sudário de Jesus. Assim está escrito na Sagrada Escritura (Mt. 12, 33): “Pelos frutos é que se conhece a árvore”. Para conhecer melhor o Sr. Bento e sua família leiam o livro “Um enviado de Deus”, que conta toda a sua história ou visitando-o na sua residência em Taquaras, município de Balneário Camboriú. Você lendo os livros é como se estivesse conversando com Deus.
Meu depoimento Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo para sempre, e Sua Santa Mãe também e São José. Gostaria que Jesus me ajudasse no que vou narrar sobre minha conversão. Não é mensagem, mas sim, um depoimento de como foi que aconteceu comigo. Em toda minha trajetória de jovem foi muito difícil para mim. Quando estava na pior, respondia a quem me perguntava: como ‘estás?’ Dizia sempre: Estou bem! Tinha e tenho uma esperança comigo, de que Deus, um dia, teria misericórdia de mim perdoando os meus atos, porque não tinha noção alguma do que era pecado mortal. No meu pensamento, se eu matasse um irmão, aí, sim, estaria eu condenado. Para ter uma vida melhor fiz de tudo que podia, até mesmo ser guia de cego, cuidar de bêbados, dar uma de baba e de jardineiro. Apesar de tudo que fiz, não deu nem para comprar um terno para mim, e muito menos minha querida mãe podia me dar, por ser uma viúva sem salário, e ainda tudo o que fazia era de graça; seu serviço era ser parteira. Sofreu muito, para criar seus nove filhos. Quando me deparei moço, e já tinha uns dezesseis anos mais ou menos, é que vim pôr meu primeiro sapato nos pés, comprado por mim. Um corte de tecido ganhei, no Natal, para fazer um terno, e este não podia ser lavado, para não encolher; mas, depois de três anos, não deu mais para vesti-lo. Então, tive que mandar lavá-lo; e, quando o vesti, a calça ficou em meia canela e o paletó encolheu e ficou meio repolhudo. Dessa época em diante caí no mundo da música, música esta sertaneja. Com ela, então, pude comprar uns móveis, para poder casar, porque já estava com vinte e três anos. Com vinte e cinco me casei. Tudo o que eu fazia era e é só pensando em Deus. Não queria fazer nada que viesse tirar alguma coisa de alguém para arrumar a minha vida. Com minha esposa, que hoje eu tenho, formamos uma grande família, mas sem salário, pois só trabalhava como autônomo, porque não tive estudo suficiente para ter um emprego. Então, tive que ter paciência, até quando Deus quisesse. Cada vez que eu tocava baile, pecava, e sem saber o tamanho do pecado. No mundo da música sertaneja vivi dezoito anos, e sempre ganhando só para dar comida para meus filhinhos. Cheguei a gravar três LPs; dois em São Paulo e um no Rio de Janeiro, mas não ganhei nada, a não ser só exploração pelo pouco que eu tinha. Trabalhei em várias rádios de Santa Catarina, mas não como empregado, por não ter estudo. O que eu ganhava era comissão, dependendo sempre dos patrocínios que arrumava. E quando foi no ano de mil novecentos e setenta e dois, estava numa boate para tocar naquela noite, mas tinha esquecido que, naquele Domingo, tinha ido à missa, e lá estava eu com o livro de cantos e orações da Igreja no bolso. Cada vez que eu entrava em pecado, no retorno para casa eu chorava; não na frente dos meus músicos, mas sozinho. Entretanto sempre dizia assim: 'Jesus! Porque tenho que pecar? Não é possível me tirar deste caminho?' E assim vivi uns vinte e cinco anos dentro da profissão que tinha. Era um conjunto com mais três companheiros: um no violão, outro na bateria e outro no pandeiro, e como acordionista era eu, onde até hoje trago ela guardada; não para recordar o passado, mas porque era a minha companheira inseparável, e que hoje ainda me ajuda a passar os momentos difíceis da minha vida. Agora vou escrever como foi a minha conversão. O mês e o dia não me recordo; só sei que foi em setenta e dois e no inverno. Vinha eu, com meus companheiros, os músicos, pela BR.101; e, na altura entre Pirabeiraba e Joinville, entrei, pela segunda vez, nesta casa de pecados, para tocar. Depois que meus músicos entraram, tive a sensação de que alguma coisa estava acontecendo comigo. Não entendia o que era. Por duas vezes as dançarinas pediram para eu entrar, pois estava na portaria sentado num banco e sozinho. Quando de repente se aproximou de mim uma voz me dizendo: "Bento! Bento! Vem aqui!" E eu obedeci. Fui caminhando mais ou menos uns dez passos, mas não vi ninguém. Então, disse: ‘Quem me chama?’ Isto era umas nove horas da noite. Como não vi ninguém, voltei e sentei-me novamente naquele banco. De repente a voz veio como autoridade: “Bento! Vem aqui!” Pensei comigo: 'Quem será! Não vejo ninguém!' Foi quando me deparei naquele lugar. Lá estava eu muito longe e de joelhos pedindo que Deus não me matasse. Ali eu via uma coisa que era tão triste: morrer em pecado, onde não há, no mundo, doença que se compara. Olhei só um pouco para o meu lado direito e vi uma luz que vinha do Céu; e de lá, de dentro dela, senti que Jesus falava comigo, e que eu recebia com maior alegria. Mas, o medo da morte me apavorava, quando eu olhava para o lado esquerdo. Então, vi, com os meus dois olhos, o demônio querendo me arrastar para dentro de um buraco negro. Neste momento gritei com Jesus: ‘Não me abandone! Não me deixe morrer nesta escuridão, Senhor Jesus!’Foi daí que senti descer do Céu uma chuva sobre minha cabeça, em forma de vento. Quando recebi, então, vi um mundo totalmente diferente. Nesta altura podia ficar suspenso do chão. Dali em diante Jesus me pediu: “Filho! Quero que largues tudo que o vens fazendo e vai pregar o Evangelho.” Neste momento disse a Jesus: ‘Como farei isto, se nem a própria Bíblia eu entendo? Porque, Jesus, que o Senhor não dá tudo isto aos Padres e Bispos! Eles é que são conhecedores de tudo isto que o Senhor está me dizendo! Eu só sei cantar e tocar!’ Mais uma vez olhei para o lado esquerdo. Daí gritei o mais alto que pude, pedindo socorro. Porque, o que eu via era uma escuridão que ia para o centro da Terra, e aquelas almas perdidas queriam me levar junto. Não podia mais suportar, vendo o começo do inferno. Jesus voltou novamente a derramar água que vinha do Céu. Ela não era como a nossa que bebemos. Era ela invisível aos meus olhos, mas a sentia no meu corpo. A tudo o que Jesus me falou, eu não disse um não. Só achei que não daria conta pelo que me falou. Agora, gostaria de relatar, depois da minha conversão, que, a tentação era demais. As mulheres casadas e as moças faziam grandes propostas para eu cair novamente no pecado. Mas, posso lhes afirmar: O marido que trai sua mulher, ou vice-versa, é terrível este pecado. Vi, no buraco negro, que levava para o inferno, cair, ali, milhões por dia; e, para o Céu, não vi subir ninguém. Passei, então, a pregar o Evangelho. Posso dizer que, dali em diante, onde estava com trinta e seis anos de idade, valeu. Hoje, estou com sessenta e cinco anos; e se tivesse que começar tudo de novo, voltaria a começar, porque é tão bom trabalhar para Jesus. Mas lembrem-se, irmãos, que passei por tão graves doenças e muito sacrifício. Só Deus é que poderia me agüentar vivo, e junto Nossa Senhora. Teve momento da própria junta médica dizer: ‘Não podemos fazer mais nada! Tua doença avançou muito e a medicina não tem como te curar ou te operar.’ Cada vez que eu era milagrosamente curado, depois vinha outra doença. A última foi a pior de todas – a depressão. Fiquei sete meses sem poder dormir, a ponto de loucura. Sentado, às vezes via bicho de vareja caindo do meu nariz e da boca. Aos meus olhos era real. Mas, foi um momento de loucura. Quis, por duas vezes, dar uma martelada na minha cabeça, para não me levantar mais. Mas, devido minha consciência, tinha medo de ir para o inferno, se isto fizesse. Depois de minha conversão sofri tudo o que tinha que sofrer, e ainda criar meus nove filhos, sem reclamar contra Deus. Era o contrário: cada filho que nascia, minha alegria era demais, porque gosto muito de crianças, e elas gostam muito de mim. Vejam que até as minhas netas e netos estão cantando comigo; e, para me ajudar, as filhas fazem o mesmo. Não somos cantores profissionais; somos cantores que cantam de graça. Porque, o que de graça recebemos, de graça estamos levando. Todo o dinheiro do mundo não compraria essa nossa felicidade, embora não somos compreendidos pela hierarquia da nossa Igreja, onde desde o início sou considerado como um louco. Obrigado, Jesus, e obrigado, minha Mãe do Céu, obrigado, meus pais, obrigado, meus amigos que vêm me ajudando, e aos queridos Sacerdotes, que nos compreendem. Se alguém tem pressa para chegar o fim, eu falo ao contrário: se tivesse que trabalhar mais vinte oito anos, começaria tudo de novo, menos com as doenças que já passei. Bento da Conceição
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